ETERNIDADE: UM SOPRO BREVE


13510875_1326940507319383_3013582222473496165_nETERNIDADE: UM SOPRO BREVE
No rosto breve de um anjo,
emergem risos.

Ele,
que de semblante sereno
me embala a agonia
pela madrugada,
dá-me o seu perdão.
Ele,
que vem sempre
sussurrando melodias
iluminadas de luar,
revela-me segredos.

Segredos que vão para lá da dor,
e regressam rodopiando
no branco das açucenas,
entrelaçando nas mãos,
o desejo.

E,
são apenas quimeras derramadas
por entre o tempo,
são apenas risos embraigados
numa espiral de ilusão,
em que tu vens
e permaneces no ventre
de todas as noites idas,
de todas as alvoradas por despontar,
para sempre perdido e sepultado,
no meu peito.

© Célia Moura – in “Vestida De Silêncio” – Ed 2000 (14.VI.2016)
(Imagem – “Google”)

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