DESVARIOS


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Amordaço-me na chegada.
Amordaço-te!
O Nada não existe, o Zero é até um algarismo,
E, ninguém não existe!

Amordaço-me,
Esfaqueio-me,
Tudo me dói!

Só a Loucura me resta!
A minha Loucura!
Sr.ª D. Loucura
Que me trouxe até aqui
E me levará decerto!

Toda a ira me expõe,
Todos os cardos me invocam.

Amordaço-te na chegada
De todas as Primaveras,
Onde te procuro
Nas quais não nascerá mais ninguém,

… Enlouqueço!
Não me permitem já cantar!
Não me permito já cantar!

Todas as águias me sobrevoaram,
Tudo o que sempre me bastou,
Se findou num instante!

Enlouqueço sim,
Minha maior ventura!

Todas as açucenas se secaram neste Inferno!

Desvario absoluto,
Mau amor…
… De tanta, mas tanta Liberdade desperta!

© Célia Moura – in “Enquanto Sangram As Rosas…” – Ed 2010
(Ilustração – Imagem “Google”)

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