A BEM AMADA


581166_344371092278498_187656755_n (1)A BEM AMADA
Perdi-me na madrugada longínqua dos teus olhos,
Onde todas as maçãs
Me sabem a sal.

Perdi-me no silêncio
E na cruel nudez
Da ausência
Que tuas mãos instalam
Perante a penumbra dos sorrisos tristes.

Mas, tu não sabes, que eu sei
Que me anestesio no silêncio,
Que o quero!
Que o grito!

Quero estar nua defronte às palavras!

Que todos os galhos da benditas árvores em exílio geradas,
Floresçam,
E me invadam no vinho e no incenso.

Perante o trono de Inês,
Te suplico!

E tu não sabes que me perdi,
Meu amor,
No ardor dos teus passos
E não ouso regressar
Ao palácio do sol e da chuva,
Onde tudo é tão breve.

Quero estar nua defronte às palavras,
Silenciar o grito dos corvos no sacrifício
De todas as palavras,
E permanecer prostrada perante a bem amada!

© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…” 10/05/2011

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