O VINHO DA TRANSMUTAÇÃO


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Bebo da mesma taça
o vinho da transmutação,
a partida e o regresso.

Em todos os poros,
aflição!
Mudez instalada que não permite
o grito.
Tempestades em conflito,
no estio sufocante
das searas benditas.

Se meu sangue
esvair lágrimas,
entre o medo,
vem somente tu,
com teus lábios irrequietos,
aquietar meu sossego,
beijar meu segredo,
na despedida!

© Célia Moura – in “Jardins Do Exílio” – Ed 2003
(Imagem – “Google”)

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