Estou esfatiando vida


1558488_689221944494964_2364041391708895354_n (1)Estou esfatiando vida
Na esgrima que corta o vento
E nua de todos os gritos
Me entrego à liberdade do sangue
Num incessante vai e vem.

Nada mais desejo trazer em mim,
Alvorada uterina
Que não seja a memória serena
Do teu rosto.

Um dia quando o sangue se exaurir
E todo o silêncio me aconchegar
Ao seu peito
Profundo,
Quem sabe num ápice me despeça dos campos em ebulição,
Das enseadas, dos odores- tantos!
Do sorriso no rosto de minha Mãe
Mas do teu rosto não.
Ele sempre esteve em mim
Parindo-me de Primavera.

© Célia Moura – A publicar – “No Hálito De Afrodite” 21/08/2014
(Pascal Chove Painting)

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