A ti


20785_804215236294079_6488695059330158070_nA ti
Que de teu ventre me não pariste
E me ergues com tuas mãos de amor
Invocando preces rasgando alvoradas
Eu digo nascente
Raiz,
Embrião consagrado na espuma dos dias
Mãe além do amor, além do mar,
Além da substância e do toque da flor

De ti me resgatam longínquas fragrâncias
Ancestrais vozes de ternura
Berço onde me não me embalaste sorrindo
Tuas sementes lançadas ao rio sim…
Memorial dos que ficaram, dos que partiram
E não regressaram.

A ti
Que de teu ventre me não pariste
E és farol em mar de tempestade
Quimera que me incendeia e faz esvoaçar
Muito para lá do sangue
Eu digo “Mamy”,
Pedaço transbordante em todos os caminhos
Num hino à alegria ou à espada que vai ferindo
Meu cetim oferecido ao tempo das giestas…

A ti
Eu apenas digo,
Mãe Amor.

Dedicado a Mamy Néa

© Célia Moura, 02.IV.2015
(Ilustração – Desconhecida a autoria da Obra)

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