Eis aqui


13529042_1049276468489508_7562549672757249588_nEis aqui,
num sopro caricioso
da Divindade exaltada,
limiar do meu corpo rendido
na alma das açucenas,
enaltecido porém,
no renascer do teu fogo subsistente,
revolvendo todos os vendavais
em destemidas compulsões,
ébrias de paixão,
e nas estrelas contempladas,
onde amanhecem rosas,
vivificadas na espera
de todas as pétalas
por beijar.

Eis aqui,
porto de abrigo,
o castigo dos amantes,
no cais das melodias,
ansiando a consumação do tempo.

Invadimos risonhos girassóis,
ousamos aspirar o fôlego,
de mãos erguidas
como estandarte,
às searas prometidas,
às nossas bocas sedentas
por queimar.

© Célia Moura – in “Vestida De Silêncio” – Ed 2000
(Imagem – “Google”)

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