Nós éramos os que trazíamos


10734240_738359116247913_5565755515040446892_nNós éramos os que trazíamos
Como plumas
As memórias nas mãos das madrugadas
E o sal dos dias
Nas têmporas de todas as nascentes
E bailávamos no Espírito do vento leste
Suavemente
Enquanto Deus sorria no azul do infinito
Transbordando taças de Lua Cheia.

Nós éramos as crianças que jamais envelheceriam
Porque beijavam o chão da terra,
Como quem beija seu pai e sua mãe.

Nós seremos como a figueira que dá seu fruto
Tantas vezes fustigada,
Porém quão profundas suas raízes…

Nós seremos sempre a semente eleita
Que o rio leva, o vendaval baila, o Diabo esfrangalha,
Em qualquer canteiro, monte ou seara
Só para criar morada no Tempo,
Para fundir raízes.

© Célia Moura – a publicar “Terra De Lavra”
(Vichaya Pop Photography)

27/11/2014

 

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