Espiral


10685612_705317099552115_7954612016149856240_n (1)Espiral
Subiremos até ao doce firmamento
Onde os beijos oferecidos permanecem
No anoitecer dos corpos.

Sobrevive-me sem temor,
Quer sejas pranto, ou o sorriso inerte
Das estrelas.

Nas palavras vivas e desconexadas
Dos poemas
Inventa-me outra vez!

Subiremos sim,
Meu amor existente,
Até ao cume da Dor
Em espiral revivida.

Sobrevive-me na fúria do mar alto,
No grito das gaivotas
E no derradeiro silêncio
Que a paz há-de desenhar
Nos meus lábios.

© Célia Moura, in “Vestida De Silêncio” 23/09/2014
(Steve Hanks Painting)

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