Quando os véus tombarem


13495227_1325447257468708_3107644704917197291_nQuando os véus tombarem
do ventre das estátuas,
há-de ser o mesmo frio,
o mesmo hino à mudez idolatrada.
Há-de haver mentiras disfarçadas,
cintilando tempestades.

Só os olhos rasgados,
de contemplação,
hão-de permanecer
à beira-mar,
beijando o entardecer
dos gestos quase perfeitos,
ofegantes,
no ritmo perspicaz
deste alento,
fazendo renascer Vida
no coração palpitante das flores.

© Célia Moura – in “Vestida de Silêncio” – Ed 2000
(Imagem – “Google”)

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