Ribeira de solitárias lágrimas


13537649_1328301713849929_5383150849471806696_nRibeira de solitárias lágrimas,
que corres veloz
até à foz,
que murmúrios de aves,
ou de gente,
acalentas no teu leito?

Nem o fustigante estio te impede o fôlego
de cessares,
como um coração exaurido de ilusão,
palpitante como o crepitar do fogo,
e logo cinza ao vento.

Nem a morte, nem a vida
poderão saciar.
Nem a dor o consagra,
nenhum poema o poderá declarar,
essa voraz agonia de Amar!

© Célia Moura – in “Vestida De Silêncio” – Ed 2000
(Foto by “a gota” – todos os direitos reservados)

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