NOCTURNO


frida_kaloNOCTURNO
Rodopiem gargalhadas paridas
Em turbilhões de medo!

Geradas no fel
De todas as ausências, permaneçam grotescas,
Mas libertem um novo cântico
À solidão das sereias.

Hermética,
Esta aura,
Ferindo antigos candelabros
Vadiando histéricas
Gargalhadas internas.

Arranquem de mim,
Esta raiz do ser!
Não há ninguém aqui.
Ninguém em mim me dói,
E tantos gritos
Ferindo minha paz,
Tanta agonia
A transbordar o silêncio
Da poesia!

© Célia Moura “Jardins Do Exílio” – Hugin Editores – 2003 (10/10/2012)
(Imagem – Raízes – Frida Kahlo)

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