Ai plenitude de mim rasgada


1468495_553735504710276_1268540932_nAi plenitude de mim rasgada
Asfixia de meu grito entre os dedos
Agrestes de licor
Meu alívio num voo de condor

Ai plenitude enclausurada
No peito de uma gaivota
Grito calado
Por tantas mãos
Aflito!

Ai meu amor
Que desconheço,
Embriaguez Divina
Entre meus braços
Despedaçados!

São para ti todos os meus gritos,
São para ti todas as rosas,
Todo este sangue de esgar e volúpia
Todos os cedros do meu derradeiro Jardim,
Estas mãos de luar
Meu amor
Que desconheço!

© Célia Moura – A publicar “No hálito de Afrodite” 20/05/2012
(Imagem – Fabian Perez painting)

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