Ouço o gemido dos ciprestes Mãe


11986975_881202341963589_7999782444467292780_nOuço o gemido dos ciprestes Mãe
Chamo por ti – não, não é possível que me ouças!

– Mãe, que escuridão é esta? Que odor a flores!

Teus cabelos de ébano são minha ternura de sangue.

Espera só mais um pouco, deixa que a nossa Primavera
Providencie arautos de fogo.
Mãe, musa. medusa,
Filha, amiga, poema
Vida primeira,
Geleia.
Nunca te direi Adeus!

Aguarda-me na Enseada onde escondemos todas as dores,
Encomendamos as tartes
E nos banhámos em todos os silêncios.

© Célia Moura, a publicar (05/09/2015)
(Christopher Schlaf Photography)

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