TANGO


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Tango
Obscurecer na fronte
O segredo,
Esquecimento das pálpebras que se fundem com o anoitecer
Qual mistério
Que o sonho revela e logo se esquece
Alquimia
Por meus dedos rasgada
De negras tulipas.

Que lauto pavor te alicia
E edifica
Ó Amor assim gerado?
Não sei de onde vens
Mas sei para onde vais.

Irás resplandecer na fronte de todos os amantes infelizes
Gloriosas palavras
Todas as palavras!

Ai este pavor
Esta procissão de vida resfolegando
Em pleno deserto!

Ai este horror, este imperfeito Amor!

Sempre a obscurecer na fronte a Beleza,
Um novo cântico que as sereias sussurram
A cada alvorecer,
Convite à festa que Baco nos delicia.

Celebremos o silêncio
Na plateia das negras tulipas
Saboreando
Este tango intenso de horror
No alvorecer dos corpos
Quase perfeito amor!

© Célia Moura – A publicar “No Hálito De Afrodite” (18 de Julho de 2015)
(Antoine De Villiers Painting)

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