Cicatrizes


150744_749051971845294_8441599490129744940_nCicatrizes
Despe-me sem que um só dedo teu me toque
E deixa-me permanecer nua perante todas as cicatrizes.

Entendê-las uma a uma, acarinhá-las como um filho
A quem bateram na escola,
Adoptá-las em mim como Mãe e concebê-las
Vitória.

Não vás embora. Deixa-te ficar sentado no epicentro do ciclo,
Aí nessa rocha firme, olhando-me
Enquanto eu mergulho no meu mar de núpcias,
Ancestral e firmo na Luz
Um novo ritual, trazendo fogueiras no peito
E gaivotas nos pés gritando
Colorindo este chão
Com um pouco mais de paixão.

© Célia Moura – poesia (18.Dez.2014)
(llaydaPortakaloglu Photography)

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