Debruço-me do parapeito


10245569_754586161291875_3861704523014087120_nDebruço-me do parapeito do silêncio
Disposta a agarrar uma réstia de nós
Mas tudo em mim são divagações
Entre as cortinas da sala e o passado.

Rodopio como uma mariposa entre a luz e o descalabro
E tudo em mim é lume, ânsia de absoluto

Porém danço nas tuas mãos
Sempre nelas me despirei,
Esta paixão que em mim delira
Como num primeiro dia.

Debruço-me do parapeito da loucura
E eis que estás intacto na minha lucidez.

© Célia Moura – a publicar – “No hálito de Afrodite” [03/05/2012]
(Antoine de Villiers Painting)

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