É de bronze


10629873_713789728669964_258453843044701460_nÉ de bronze
a tua ausência,
qual magnífica obra helenística,
talhada na derrocada de todas as incautas palavras
a jorrarem epopeias remotas
no limiar da chama que sorri nas bocas
quando a Senhora D. Loucura,
anoitece.

E, percorro a obstinação
da tua ausência
só para te rever
a inventar prodígios ao poente…

…Incendeio todas as casas brancas.
Remexo em sombras resplandecentes de lágrimas e punhais
nas paredes ousadamente desnudadas…

Devoro, meu amor
neste Juízo Final
a tua ausência
Imensa!
E, sempre este odor a terra molhada
presença, meu amor
de eternidade entrelaçada ao meu corpo
tua foz perdida
agonizando neblinas de paixão dormente
entre os ciprestes.

© Célia Moura, in “Jardins Do Exílio” (29.Nov.2012)
(Michael Papendieck Photography)

Anúncios

Deixar um comentário:

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s