No mais fundo de mim


1002336_501461233271037_636572539_nNo mais fundo de mim,
sou esse barco à vela
mendigando um cais de abrigo,
sou essa criança que chora baixinho
a um canto da sala
escondida na penumbra do anoitecer
a baloiçar o medo
entre risos de esperança.

No mais fundo de mim,
embrulho (in)certas memórias
de ti,
prendo-as firmemente à cortina do Tempo
e saboreio outra vez
a fusão da nossa pele,
o odor a alfazema e sexo
pelo espaço amplo e divino
desse amor que não caberia
nem em nós,
nem aqui.

No mais fundo de mim,
morri,
naquele momento, em de mim partiram
enfeitiçadas de orquídeas
as tuas mãos.

© Célia Moura – A publicar “No hálito de Afrodite” (16.Maio.2013)
(Ilustração – Body Geometry)

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