Escrita e Libertação


12417644_954636804620142_5925733569826516947_nEscrita e Libertação
O papel onde sempre escrevi era o irmão que não tinha, a amiga na qual eu sabia que poderia confiar e jamais me cobraria.

Não sei onde estão os meus primeiros poemas nem o meu diário de adolescência, porque hoje não o faço mais ainda que me fizesse bem.
Acredito que um dia sem os procurar irei encontrá-los entre milhares de papéis da desorganização que criei.
Lembro-me bem de os escrever no quarto dos meus tios na minha máquina de escrever “Rover” que hoje guardo como um dos meus grandes amores.

O melhor divã de psicanalista que nunca tive mas sempre julguei que necessitava foi a liberdade.
Liberdade que sempre esteve em mim, mas que só me era permitido usufruir na poesia ou em qualquer outra forma de arte que outras mentes como a minha conseguissem suportar.

Continua a ser assim, cada vez mais esta necessidade de escrever.

© Célia Moura (05.02.2016)
(Imagem – “Google”)

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