O musgo


10298731_650705611679931_2417259738493179376_n (1)O musgo que me torneia os quadris
E se revolve
No fogo da minha redenção
É o mesmo que outrora respiravas
Néctar no transe das línguas
Em taças de lua minguante
Poque a cheia
É de todas as fêmeas
Que sabem lamber cicatrizes
E comigo arrancam gargalhadas
Aos sorumbáticos fazedores
Dos Decretos e dos Tratados
Esmerando Vida em todos os seus mais sórdidos
Buracos.

E o Poder avança, e o ciclo nunca descansa,
Inalterável avança,
Carnavalesco, Dantesco
Em Assembleia ela pula e dança
Sambando no pé, dançando no ventre,
Rebolando no chão ou enfeitiçando no varão
Ela prenhe de risos,
Incansável,
Dança!

© Célia Moura – A publicar “Terra De Lavra” (07/06/2014)
(Alecu Grigore Photography)

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