Possuída da tua miséria


76802_522056444544849_1614109992_n (1)Possuída da tua miséria
Ergo-me com o teu grito
Avanço contra os cardos
Rasgo-me por inteira
Como quem resgata um filho
E proíbo todas as garras
Insolentes, daninhas, bizarras, sorridentes
Na minha pele de nenúfares
Seda, jasmim
E pão.

Possuída da tua sede
Irmão,
Irei contigo
Com o grito na gargante e na mão
Enquanto a poesia me acaricia
Os cabelos e o Inferno da alma.

© Célia Moura – A publicar “Terra de Lavra” (16.VI.2011)
(Ilustração – saul landell Photography)

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