TE SAÚDO


971544_492508207499673_1468023728_n (1)TE SAÚDO
Como um vinho doce te saúdo
Ó mensageiro da sabedoria
E do jasmim,
Em que todas as guerreiras te beijam os pés
Pela terra já prometida,
Irmão amigo.

Ó andarilho desta comunidade feudal, onde toda a jornada é árdua,
Manifesta, concreta e adulterada, para onde vais assim?
Pai da Via Láctea, e da utopias dos poetas
Desta Era, tão sem limites,
Onde te posso ainda saudar?

Como um vinho doce de incenso
Regresso sempre a ti
Em ti.
Inauguro-te silêncio, entre tanta gente,
Ó mensageiro das palavras vivas de sândalo que me tomam os estilhaços da existência.
Saboreio o tempo entre alegrias, orgulhos e iras sem fim,
Segredos que guardo entre os meus búzios
E minhas conchas de épocas longínquas.

Inauguro mensagens novas, entre
Vozes dispersas,
Talvez exílios de nós.

Como um vinho doce te saúdo, meu amigo
Rei e mendigo a percorrer o fôlego de todos jardins
De calma e de êxtase em desvario
Mas perpetuamente assim,
Vem, te convido hoje,
Numa manhã sem qualquer estação,
Onde todas as folhas tombam das árvores e fervilham
Pelo chão da cidade, vem embriagar-te da verdade
Que despes em toda a tua jornada,
Vem brindar à festa,
Ó andarilho desta Era
Rumo à inaugural Via Láctea de todos os Poetas.

Aos Peregrinos das palavras.

© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…” (30.09.2012)
(Ilustração – Collin McAdoo Photography)

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