FOME


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Ela vem devagar
Parece cetim a escorrer-me
Entre as pernas
Ou súbita
Me chama
Tocando-me à campainha
Da casa de solidão,
Escancara a boca
Para mim de angústia,
Olhos esbugalhados
De quem suplica uma
Derradeira prece,
Essa maldita Dor
Do meu amado Irmão.

Essa indigna
Esta impotência,
Esta Fome
Que grassa
E me bate à porta!

Maldita!

© Célia Moura – A publicar “Terra De Lavra” (18 de Agosto de 2012)
(Ilustração – Helena Georgiou Photography)

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