Ai Liberdade minha


1538808_618044118279414_1080991922_n (1)Ai Liberdade minha
Porque não
Feres a garganta
Deste povo tão ignobilmente calado,
Tão resignadamente
Sempre irado!

Ai Grito
Que me arrancas dos poros
Todo o sangue
Quando vos contemplo assim,
De novo
Quais “vampiros” diria o Zeca

“Eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada”

Baptizo-vos sanguessugas,
A vós que nos chupais o sangue
De todas as madrugadas
De toda a esperança,
A vós que nos roubais, a vós que nos vendeis!

Ai malditos!
Ai veneno que nos sugais…

Matemos os cabritos
E ofereçamo-los em sacrífio!
A fome não Senhor, não perante os abutres
E as sanguessugas!
De novo não!

Já que dizes ser Deus,
E Pai
Olha pelas tuas crianças!

© Célia Moura – (a publicar) (12 de Abril de 2012)
(Phong Tran Photography)

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