Não te sei escrever Poesia amada!


403513_383298761719064_1628761221_n (1)Não te sei escrever Poesia amada!
Estás defronte a mim
Assim
Despida
Qual amante
Para quê?
Não te sei possuir
Mas bebo-te
Até me embriagar
De jasmim
Com sabor
A risos loucos
Pela enseada da infância
Onde me perdi.

Não me olhes dessa forma
Pois Poeta não sou!

Porque me olhas então
Lânguida
Desamparada
Como se por minhas mãos
Fosses desejada
Que sei eu fazer de ti?

Eu que nada sou
Tu folha caida de branco
Qual Alentejo perdido na madrugada…
Não te sei escrever
Poesia amada!
Dói-me esta seiva,
Este persistente grito
E tuas mãos a acenar adeus
Ao longo da jornada

© Célia Moura – a publicar (19 de Junho de 2012)

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