São somente gritos


577030_488394101209529_1765165247_n (1)São somente gritos
Os teus gestos de infortúnio
Que me cobrem,
Esses cardos que me mordem
Na alma aberta e plena
Como alva
Que desconheces já
Este local agreste de mim
Que confundo com um som de harpa
Num salão debruado a Poesia,
Onde me penetras
E de pérolas me lambes a volúpia
Que divaga no incenso
Dos braços e dos abraços
Meu sangue a escorrer pelas escadas
Do absurdo,
Prenúncio de Fim.

© Célia Moura (A publicar) (24 de Maio de 2012)
(Ilustração – Caras Ionut Photography)

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