Venho do profundo mar


1486806_556791427738017_1564823061_nVenho do profundo mar de acácias
Dos sulcos cravejados a odor
De compaixão
E da insanidade dos teus braços.

Venho da noctívaga força dos orixás
E do fragmentado desdém lançado
Ao rosto dos Homens.

Hibernei nas palavras, nas mãos que beijei, no caminho que não ousei…

Venho das fráguas do tempo,
De mim, talvez de mais alguém,
Mas não serei semente de ninguém!

© Célia Moura – A publicar “Terra de Lavra”
(Ilustração – Anja Milen Photography)

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