A azinhaga dos sonhos


1511386_628543280562831_8087295660300162800_n (1)A azinhaga dos sonhos
É repleta de portões
Meu amor,
Tão cerrados
Quanto as mãos que se erguem contra a fome…
Sempre as mesmas máscaras malabaristas,
As mesmas hienas tãos sorridentes,
Tão fagueiras!
E eu e tu, meu amor pela vida
Hasteando o rosto da dignidade,
E eu e tu, meu Irmão de Liberdade
A resplandecer na utopia.

Afinal, que é feito dos Pardais da nossa História?!
Os meus Pardais!

Pavor sim no Reino da desolação e somente!

Ó agreste tortura, quão bela seria a bruma!

Ó Senhores de Poder manifesto, onde refrescais vossa alma,
Dizei-me?

Ouso saudar-vos,
Meus caros Senhores!

Declamar-vos-ei um hino de dignidade no absurdo desta liberdadezinha…
Permitis Senhores?

Os portões dos sonhos têm permanecido cerrados,
Decerto desejais entrar nos seus caminhos?

Pois bem, ide!

Que sejam penhascos, abismos, becos sem destino!

Ide sim
Roubar os sonhos ao vosso Povo
Penetrai no seu âmago
Comei do seu pão
Abutres!

Refastelai-vos sem cessar
Das sobras que lhes restam…
Mas a nobreza que está no Ser
Jamais a podereis roubar!

Passou uma bruma antes de todos vós
Que lhes penteou os cabelos de Luz
E desenhou asas nos pés.

© Célia Moura -A publicar “Terra De Lavra” 21/08/2011
(Emmi Luck Photography)

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