Chuvas de Outono


14962584_1153421178075036_7257647184907946118_nChuvas de Outono
Ela desce oblíqua
Beijando teu útero
Onde renasce uma nova sinfonia,
Terra ferida na ferocidade do estio
Deturpação de cérebros ocos
Gestos alienados.

Elas, as primeiras chuvas de Outono
Devolvem-te as mãos que acariciam,
As mãos que salvam!
Envolvem-se no solo declarando seu pacto de paixão.
Saúdam-te com voos de gaivota em debandada,
Silêncios rasgando alvoradas em cadências de batuque
Esse deslumbramento que faz vibrar teus seios
Florescendo gotículas de verde azul mar
Cristais sobre o rosto
Acariciando todo o teu corpo desnudado.

Chuvas!
Renovação de vida sem que Afrodite
Se arrelie.
Esta celebração com odor a terra molhada
Onde apetece ser Amor em ti
Sublimação das esferas
Dentro dos teus braços.

© Célia Moura – a publicar (07.11.2016)
(Imagem – “Google”)

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