Êxtase


1016473_717282125022279_8229623564013083623_n (1)Êxtase
Isso, rasga-me a alma com doçura
Quero lá saber que me dispas
Numa viela qualquer
Há muito se acenderam os candeeiros da cidade antiga
Invadindo tesão pelos amantes
Hoje sou de mim

Exijo perder-me na luxúria dos teus lábios
Ouvindo gemidos e cânticos de Afrodite
Enquanto me possuis de pé
Contra uma parede qualquer

E regresso ao tempo da ternura
Neste fugaz reencontro
Como se de súbito os anos não tivessem sido
Coisa nenhuma
A minha cama fosse a tua cama
E eu sempre te tivesse esperado
Enroscada ao silêncio que me adormecera
Nos meus lençóis de cetim
Acordando num grito de prazer
Desabrochando sorrisos em ti.

© Célia Moura – a publicar “No hálito de Afrodite” (16/10/2014)
(Fotografia – Desconhecida a autoria – “Google”)

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