O RECREIO DO TEMPO


10154544_619041694846323_379598317_n (1)O RECREIO DO TEMPO
Estou lambida pela dor
No meio da multidão
Consagrada num monstro
A iluminar
Segredos de gente
E gin tónico,
Farsas e poemas cor de rosa
Quando a saliva
Me sabe a sangue
E clamo o titânio
Da minha salvação
A ti irmão,
Aniquilada
Na cinza feroz
Das madrugadas
Silenciada nesta tela que pinto
Deste profundo grito
Que me despedaça
No chão dos sentidos,
Onde me deito e serpenteio a liberdade
Que me rasga o peito.

Não, meu irmão,
O tempo é um instante,
Uma ave que trespassa o horizonte
E eu sou esta vida lambida que ainda dança
No recreio onde me invento criança.

© Célia Moura – A publicar “Terra De Lavra” 11/12/2013
(Brita Seifert Painting)

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