Quisera eu ser teu âmago


416969_397118160372012_851774073_nQuisera eu ser teu âmago,
Essas mãos,
Esses touros de sangue à solta.
Quisera eu sobrevoar 
A cidade do precipício
E folgar na Dor
As giestas do devaneio
E da vontade.
Teu fôlego
Teu grito
Minha prece
E deixar de sentir a dormência dos dias
Nos vãos da janela,
Dos murmúrios,
E despir-me
Qual epopeia louca
Pelo chão das promessas.

Quisera eu aliviar
Teu desassossego
No auge do infortúnio,
Ser teu orgasmo em desalinho
Nos confins de um pincel
Ou um silêncio somente.

Quisera eu ser meu próprio vinho,
Meu regaço,
Minha Aldeia à berma
Do Caminho
E voltar a ser eu,
Aquela que fui,
Coisa nenhuma.

© Célia Moura [11/07/2011]

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