Ah que este exílio


10410115_778573048893186_1368193534125945133_nAh que este exílio me fecunde
Nas horas aflitas e náufragas
Em todas as palavras que não sei
Enquanto as vozes dos poetas
Me sussurram mais além
E eu me escancaro como uma velha porta
De qualquer casa branca
Sorrindo
Embriagada de silenciosos gritos
Vagueando por meus canteiros de açucenas
Na face uterina da madrugada
Lambuzada de beijos e de azul…

© Célia Moura – a publicar “Terra de Lavra” (3 de Setembro de 2014)
(Caras Ionut Photography)

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3 pensamentos sobre “Ah que este exílio

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