Não repouses em mim teus lábios


12038413_878181905564078_7165309389814546832_nNão repouses em mim teus lábios
Já não saberei bebê-los
Sou como a Vénus que negligenciaste
No nosso jardim.

Era um estilhaço
Que alguém amava
E deixaste roubar.

Onde está, sabes?
Não! Tu não percebes nada de marés.

Tua boca sabe-me tanto a despedida nos dias em que regressas aos meus braços.
Tudo vácuo, consequente, óbvio!
As máscaras colaram-se não só ao teu rosto como à alma.

Vai amado meu,
Vai ser estrela cadente!

Porque meu orgasmo, minha loucura é muito mais além…
Basta-me o silêncio de ti.

© Célia Moura (26.Setembro.2015)
(© Gerry Coles Photography)

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