Anda rodopiar comigo


1796520_600491436701349_81281016_n (1)Anda rodopiar comigo umas miseráveis estrofes
pelas praças,
rasgar com os dentes
estes véus de Absurdo
cantar a exaustão
até exaustos
finalmente gargalharmos
cuspindo no rosto dos canalhas
a genialidade das giestas ainda em flor
tal como a ternura deste oceano que se enfurece
vomitando pragas…
Todas as pragas sobre nós estudadas,
bem conjecturadas

Anda dançar comigo
no epicentro do Circo
onde as bestas se acotovelam
atarantadas…
Ó larvas enfeitadas de gravatas coloridas
excrementos da morte!

Anda, vem lavar-te desta vil imundícia
amargos de boca indigestos
apatia que te fere mais que o semblante
e os versos, a alma inerte
a fome essa puta que te encomendaram para o jantar,
dá-lhe chicoteadas até ela sangrar…

Dejectos do Sistema,
despe-te disto,
purga-te se necessário for
constrói novas rotas, adquire a sabedoria
com os animais de quatro patas, remexe na terra com eles,
sente seu sagrado ventre
e vai,
planta tuas árvores, lança tuas sementes
sê lavra, sê Caminho!

© Célia Moura – A publicar “Terra De Lavra” (27.Fev.2014)
(Belma Arslan Photography)

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