Como eu gostava de ser a coroa de flores


como-eu-gostavaComo eu gostava de ser a coroa de flores que trazes na cabeça
as mãos com que ajeitas os seios no decote
o vento que te levanta o vestido!

Morder em ti esse riso de miúda sem idade
rebeldia que me alucina e embriaga
olhar-te no chão desta quimera
vendo-te bailar entre a casa branca estilhaçada
e o riso das papoilas.

Ouve a voz de todos os devaneios
que liberto nos teus cabelos de hera,
diz-me que nos teus olhos aconchegarei
meu cansaço
e renderei a ti minha alma,
este eco de lucidez que Deus anotou
antes da última virgem
profeticamente se suicidar.

(©) Célia Moura
(Monica Luniak Painting)

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