São de veludo as mãos


10409696_805080006207602_8177681021956399385_nSão de veludo as mãos
No húmus das ausências
Remoendo reflexos
Estilhaços de vitrais
No ventre desabitado
De todas as minhas preces.

Há olhares que guardo
Como notas de um velho piano
A um canto da sala
Tudo o resto é denso
É sangue que não estanca
O pensamento
Profundo como o mar.

© Célia Moura 04/04/2015
(Steve Hanks Painting)

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