Trago no sangue


1175457_516923185058175_1797747162_nTrago no sangue
A robustez dos ideais
A ferro fundido
No carácter de um País
Que pintava
Na tela dos dias.

Trago canções de infância
Com odor a Liberdade
Ao colo do meu pai,
Giestas no peito
E uma aldeia nos sentidos.

Trago um hino
Cravejado a História
E gaivotas
Nos pés…

…e, ergue-se esta imundície
De trevas
Este muro incorruptível de Corrupção
Que a louca Imperatriz
Soberba
Em sua orgia divina
Faz dos pobres seus escravos
E da Liberdade,
Libertinagem
Na mansão do sortilégio.

Trago uma pátria rasgada
No rosto de uma criança
E digo-lhe Adeus!

© Célia Moura – A publicar “Terra de Lavra” 25/11/2012
(Ilustração – Caras Ionut Photography)

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