PEREGRINA


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Amordaça,
Ó lauta vagabunda
Noctívagos gritos em debandada,
Ansiosos temporais contendo inércias
De sal,
No âmago das gargalhadas!

São incautas!

Moribundas maresias permanecentes,
Sôfregas de ti…

Não sabem que és catarse de utopia,
Venerada liberdade gemendo insistentes estandartes
De agonia,
Ébrios de teu sangue,
A esvoaçar perante ignóbeis cárceres interiores!

E, eis que todas as ninfas regressam,
E te beijam os pés,
Ó peregrina da ascese prometida, em estilhaços de poesia!

Eis que por ti se enamoram campanários de alento,
Porém violentos,
Em teus braços de exílio pranteando majestosas causas
De luto e lamento…

…Ai corpos desnudando mutilados gestos,
Em madrigais de suplício,
Árias incendiando colinas revolvidas
Perseguindo no teu olhar
Todas as águias douradas!…

…Ai tormento!

Ai tormento de seres mendiga,
E seres rainha!

© Célia Moura – Do livro “Jardins Do Exílio” 16/06/2011
(Mara Light Painting)

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