Sobrevive-me


10986638_802056879843248_8898051155483200699_nSobrevive-me
Guarda-me amor
Na penumbra das manhãs
Nas mãos que por vezes sentes
E são brisa de vento
No esvoaçar de uma gaivota
Que se afasta.

Guarda-me num sussurro, num grito
Num sorriso, num candelabro estilhaçado
No sangue de ti
Aí sim
Como uma secreta tatuagem
Do teu respirar.

Guarda-me na flor e no gesto
Sobrevive-me ao tempo
Dos cardos
Ao gemido das giestas.

© Célia Moura – a publicar 28/03/2015
(Antoine de Villiers Painting)

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