É nesta exaustão


10565174_725179107565914_1465371329816490493_n (1)É nesta exaustão
De nada
Pleno de cio e desalento
Que te oferto
Minhas sôfregas mãos
De Grito,
Primavera dos sentidos,
Sangue novo de amantes
E madrugadas concebidas
Em transe
De utopia
Licor
Xadrez,
Clitóris de arrebatamento.
Quero que te ergas nua
Amante minha
Perante o claustro
De todas as palavras
Já ditas
Qual Vitória de Samotrácia
No focinho das hienas!
Quero-te Destino
No ventre dos dias,
E sémen,
Cravo cravado
Sangue feito Vida, e Poesia
No peito de Nós.

© Célia Moura – a publicar “No hálito de Afrodite” 02/05/2012
(Steve Hanks Painting)

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