Ausente


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Ausento-me
Nas palavras interditas
Como se morresse
À margem de um voo de ave.

Trago nos olhos
A platina do silêncio
Quando todos os gritos
Se enclausuraram no imenso areal.

Busco incessantemente a chave que deixaste
Meus cabelos tornaram-se jazigos de pequenitas conchas
E continuarei ausente nesta tristeza
Me deliciando no ventre das marés
Gargalhando no contágio dessa alegria que sinto
Por ser criança.

© Célia Moura (a publicar) (7 de Novembro de 2015)
(© Hulgenoyomi Photography)

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