Desvenda-me a madrugada


408565_506403486075257_379190042_nDesvenda-me a madrugada dos teus dedos
Com que enfrentas
A trégua
Dos meus seios,
Meu vinho doce de amargura
Tão exposto ao veneno doce
Desta loucura.

É de hera a tua língua
Percorrendo meus mamilos sedentos,
Vestes já rasgadas, nesta ânsia
De ti…

Ai, alegria minha,
Vértice incerto de qualquer escultor,
Maresia de caravelas idas,
Cassiopeias de vendavais…
Aguardo teu corpo entre os pomares
Teu sono, onde me arrasto docemente
No altar de todos os corais.

Desperta-me entre o azul e o desejo,
E do meu ventre se incendiará
A floresta do Bem,
A floresta do Mal.

É de hera a tua língua
Com que embalas na tela dos dias
O delito desta paixão
Fugidia nudez
Em delírios…

© Célia Moura – “No hálito de Afrodite” – (A publicar) 16.Dez.2012
(Imagem – Marc Hoppe Photography)

Anúncios

Deixar um comentário:

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s