Que eu seja para sempre tua!


13151525_989514967764104_1754459878635688151_nQue eu seja para sempre tua!
Que eu seja para sempre tua,
Fazendo e desfazendo
Indo e vindo como as marés!

Que sejas tu meu colo
De mariposa louca
Onde possa arder esta lava
Que me consome alvoradas
E toda a nossa casa uma fogueira
Dessa paixão onde ouso morder
Tua boca
Em vez da poesia…

Seja eu tua mulher e tua menina,
Teu demónio e tua estrela cadente
Rebolando-me em teu corpo peregrino!

Seja eu mais que uma amante,
Amiga
Cumplicidade nas asas do condor…

E quando eu, candelabro em estilhaços
Entoar minha lúcida loucura,
Que venhas e me amparando me faças sorrir
Uma e outra vez
Rodopiando Amor comigo pelo chão do soalho
Pendurando-me flores nos cabelos
Até me despertares,
Porque eu sou a maré que ansiamos
E o tempo é a cópula
De nos possuirmos
Sem passado ou futuro.

© Célia Moura, a publicar “No Hálito de Afrodite” (12.05.2016)
(Antoine de Villiers Painting)

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3 pensamentos sobre “Que eu seja para sempre tua!

  1. Dar e receber … o presente, no presente
    sem passado e sem futuro antecipado.
    O seu poema é realmente uma maré de sensual paixão e belo, como só o amor o pode ser..
    Um bj.

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