De ti


13557776_1046254892124999_1956835924155448070_nDe ti,
apenas retalhos grotescos,
encalhados no auge da desolação.
Aniquilados!

Não emudeceste os vendavais,
nem acariciaste as plumas
da fresca voz,
soando amedrontada paixão,
porém ousada,
no teu corpo remanescente,
como um seixo esculpido.
Um novo hino!

De ti,
a margem onde repousavam os malmequeres.
Teu, era o cheiro húmido do barro,
o grito dos corvos em debandada.
Eu, somente a água da ribeira
a transbordar,
onde sempre te vinhas saciar.

De ti,
desaguei na foz,
todas as lágrimas!

© Célia Moura – in “Vestida De Silêncio” – Ed 2000
(Imagem – “Google”)

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