Não


1937465_685338171550008_7775675084440888150_nNão,
Não é de pão que ferem
Minha fome
Nem de injustiça
Que oprimem
Meu grito
Não é de rudes pedras pela estrada
Que ferem minhas vísceras!
Não é de injúrias
Que me deixais prostrada
Nem sequer das famintas almas que renegais!
É de infâmia sim,
Da humildade expressa na voz
De uma criança que ainda canta
Ao colo do pai.
Humilhação num grito desesperado a dizer
Basta!
Mas os “todo poderosos” ensurdeceram
Ferozes, as vagas.
Já cegaram perante o sangue que grita
Pelos becos,
Pelas sarjetas,
Pelos caminhos
Rasgando a pele…

Não,
Não é de súbito
Tanta merda que me aflige!
É de exaustão,
É de infâmia!

© Célia Moura – publicar “Terra De Lavra” [24/05/2012]
(Martin Wadbauer Photography)

Anúncios

Deixar um comentário:

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s