Sê Essência!


12734233_941516825897252_2924699195554490972_nSê Essência!
Isso,
Deixa-me sentir-te essência no meu ventre,
Quente
Semente
Teu porto de abrigo em noites de vontade!

Vem,
Como quem somente anseia o momento.
Para quê desejarmos a fogueira intensa
Se é exaustão alimentá-la?

Não desejemos mais que lume do momento,
A poesia girando entre os dedos
Brilhando como o cristal que trago no umbigo!

Eu e tu somos o tempo.

Enrosca-te comigo junto ao pontal das rosas
Fazendo amor no chão de pedra entre as papoilas
Até depois da morte!

Que meus mamilos te saciem e tuas mãos invadam estes cabelos negros de Índia
Selvaticamente para ti desmanchados
Lamberem-te a pele e limpares memórias.

Sê essência, sê minha casa, sê meu cravo vermelho a despontar no solo onde já parti!

© Célia Moura, a publicar “No Hálito De Afrodite” (19.II.2016)
(Antoine de Villiers Painting)

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