Tulipa Negra


10898012_758014594282365_4859419437124426387_n (1)Tulipa Negra
Prendo-te como uma tenaz em brasa
No âmago de mim e lambuzo-te de licor,
Pois de entranhas minha vida
É perdida
Minhas vísceras são gritos que rolam
Pelos teus ombros
E caem como lágrimas pelo soalho.

Diz-me que sim e eu vou.

Diz-me andorinha e eu voltarei a ser tulipa negra
De véu branco caído pelos seios nus
Bebendo-te…

De noite me aconchegando, de dia me abrindo
Na mais bela flor.

Vá, diz-me para ir e eu irei
Renascida no calor dos teus poros
E no sémen
Onde sempre habitei
O musgo dessa dor.

© Célia Moura – Poesia – 31 Dez/2014
(© Alfred Weissenegger Photograhy)

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