Um dia nascerei tornado


Um dia nascerei tornado,
Ou filha amada
Numa planície de papoilas vermelhas.

Um dia serei de novo
Todas as pétalas por beijar
Todas as lágrimas das órfãs mães.

Serei todos os palhaços de um circo jamais anunciado!
Serei quiçá todos os Tratados, os Prólogos, os Sábios…
Todos os seios por beijar!

Um dia serei decerto todas as teorias dos filósofos
Que hão-de vir,
Todos os muros da soberba por derrubar,
Até renascer talvez peça de algum xadrez,
Ou rude pedra de qualquer riacho…

Um dia renascerei
Ó meu amor
No teu peito
Serei pão,
Serei Paz!

© Célia Moura – A publicar “Terra de lavra” (24/05/2011)
(Imagem – Lee Chang Jun Photography)

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